segunda-feira, 9 de maio de 2011

Reuniões do GEPESEC



Na reunião da semana passada discutimos os primeiros capítulos do livro "Sexualidade- uma breve introdução".
Na próxima reunião, dia 18/05 realizaremos a discussão sobre notícias da mídia.

domingo, 17 de abril de 2011

Inclusão e Sexualidade Na Voz de Pessoas com Deficiência Física


SINOPSE

O tema do livro “INCLUSÃO E SEXUALIDADE: NA VOZ DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA” é atual e relevante na medida em que vai ao encontro das discussões sobre os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas com deficiências. O livro abrange discussões teóricas sobre a sexualidade e a educação sexual e a sexualidade de pessoas com deficiência física, priorizando questões como: o corpo estigmatizado, a relação da pessoa com deficiência e seus familiares e amigos e as possíveis dificuldades sexuais, orgânicas e psicossociais daqueles que sofrem uma lesão medular. Além disso, a partir de relatos emocionantes das próprias pessoas com deficiência física, é possível conhecer mais sobre os preconceitos sociais que impedem, muitas vezes, que o direito dessas pessoas à sexualidade seja garantido plenamente. O livro pode ser útil tanto a psicólogos, educadores, profissionais da área da saúde, pessoas com deficiências e seus familiares, quanto para aqueles que se interessam pela construção de uma sociedade realmente inclusiva.


Autor: Ana Cláudia Bortolozzi Maia

Editora: Juruá Editora

Como Comprar: Juruá Editora

GEPESEC no I Congresso Internacional Sexualidade e Educação Sexual (CISES)

Os trabalhos apresentados podem ser lidos através do e-book:
E do livro de resumos:





domingo, 1 de agosto de 2010

Escolaridade não previne gravidez na adolescência

Estudo revela que 54,7% das mães e 48,4% dos pais jovens passaram mais de oito anos na escola
Larissa Drumond, iG São Paulo
  Um estudo da Secretaria da Saúde de São Paulo, que reuniu 908 adolescentes – entre agosto de 1997 e janeiro de 2010 na Casa do Adolescente de Pinheiros (SP) – afirma que metade dos jovens que tiveram filhos antes dos 22 anos tem mais de oito anos de estudo.

As mães têm em média 17,5 anos quando engravidaram e começaram a vida sexual aos 15. Dessas, apenas 14% planejavam ter um filho. No caso dos meninos, a idade média dos pais é de 22 anos. E os números da escolaridade contrastam com o dado de que 61% dos entrevistados não preveniram a gravidez – o anticoncepcional oral foi usado por 19% das garotas e o preservativo, por 16% dos garotos.

Danielle Azevedo, 18 anos, tomava pílula e tinha conhecimento dos métodos contraceptivos. “Sempre me informei por meio da televisão, da internet e me consulto com a ginecologista regularmente. O erro de ter esquecido o anticoncepcional foi meu. Como eu tinha enjoos frequentes por causa da gastrite, nunca imaginei que estaria grávida”, conta. O pai, de 26 anos, já é formado. Casados, os dois vivem com a filha de três meses.

Segundo Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do programa Saúde do Adolescente da Secretaria, os dados chamam atenção por quebrar o tabu de relacionar a falta de cuidado à falta de informação diretamente. “É importante trabalhar outros aspectos, especialmente as emoções, os medos e as angústias”, reforça. Para ela, os jovens se relacionam sexualmente muito cedo, o que resulta em falta de intimidade e insegurança na hora da busca pelo prazer imediato. “Enquanto o menino sente medo de falhar, a menina receia não agradar. Além disso, existe a magia da adolescência: eles acham que, no caso deles, é muito mais difícil engravidar ou contrair DSTs”, completa.

Mas, para Ana Cláudia Bortolozzi, psicóloga e PhD em Estudos da Sexualidade na Unesp, o fato de os jovens passarem mais de oito anos na escola não garante que eles recebam orientação sexual adequada. “A informação precisa fazer parte do processo educativo: na família e na construção dos valores sobre sexualidade. Uma coisa é saber como se previne doenças e gravidez, a outra é ter vergonha de usar tal método porque a mãe pode descobrir, porque a amiga pode falar mal ou porque o namorado acha que é falta de amor”, atesta. Saber nem sempre é colocar em prática.

A pesquisa ainda revela que o Estado de São Paulo registrou queda de 36,2% no número de adolescentes grávidas em 2008 se comparado a 1998. A coordenadora Albertina comemora a redução, que considera uma vitória do espaço público. “Focamos não na informação, mas no cotidiano do adolescente, na discussão sobre sexualidade e nas inseguranças”, diz. A psicóloga clínica Patricia Barreto acredita que o resultado se deve “ao fácil acesso às informações, aos relacionamentos familiares mais abertos e ao receio com a crescente estatística das DSTs”.

Para as especialistas, a maneira mais eficiente de diminuir o índice de casos de gravidez na adolescência – a não ser que a menina deseje ter um filho – é falar sobre sexo, sobre as mudanças que o crescimento e a própria sexualidade impõem, trocar experiências e informações e ter diálogo aberto com familiares e adultos confiáveis. “Luto pelo ideal de que exista a educação em sexualidade nas escolas com professores que sejam bem formados para que eles possam atuar em parceria com a família”, completa Ana Cláudia.
 Fonte: http://jovem.ig.com.br/oscuecas/noticia/2010/07/31/escolaridade+nao+previne+gravidez+na+adolescencia+9552357.html

terça-feira, 25 de maio de 2010

Discussão de Notícias

Uma das atividades que ocorrem no GEPESEC é a discussão de notícias, em que cada integrante traz acontecimentos recentes divulgados pela mídia para conversarmos sobre como os temas relacionados à sexualidade foram transmitidos, debatendo criticamente sobre o conteúdo, as mensagens passadas, que contexto essas notícias refletem.

Algumas das notícias apresentadas no último encontro (19/05) foram:

- A Geração Tolerância: reportagem que foi capa da revista Veja sobre jovens assumindo a homossexualidade.

- Projeto da Uganda para que haja condenação de homossexuais à Pena de Morte. 

- Deputado quer que psicólogos possam tratar e curar homossexuais. 

- Professora de uma faculdade de Minas Gerais é demitida por divulgar um cartaz com beijo lésbico. 

- Adoção por Homossexuais: crônica do psicanalista Contardo Calligaris publicada no jornal Folha de São Paulo. 

- Declarações Homofóbicas do Big Brother Brasil 10.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Araraquara organiza congresso luso-brasileiro de sexualidade



O Núcleo de Estudos da Sexualidade (Nusex), da Faculdade de Ciências e Letras (FCLar), câmpus de Araraquara, participa dos trabalhos preparatórios do I Congresso Luso-Brasileiro de Sexualidade e Educação Sexual, que será realizado em outubro, na cidade portuguesa de Aveiro. Também tomam parte na organização estudiosos da Universidade de Aveiro, da Universidade de Lisboa, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Coimbra e da Universidade do Minho, todas de Portugal. O Nusex completou, em fevereiro, dez anos de pesquisas.

O Nusex atua no campo da sexualidade humana e da educação sexual e reúne pesquisadores da Unesp e de outras universidades brasileiras, além de especialistas de Portugal e Espanha. Uma parceria com o Ministério da Educação permite ao núcleo oferecer formação continuada a professores da rede pública de ensino.

Em julho de 2009, pesquisadores do grupo estiveram em Portugal, onde ministraram conferências em universidades e participaram da primeira reunião de organização do congresso luso-brasileiro.

O Nusex distribuiu a cartilha “Orientação sexual e Síndrome de Down: esclarecimentos para educadores”, de autoria dos professores Paulo Rennes Ribeiro , da FCL de Araraquara, e Ana Cláudia Bortolozzi Maia, da Faculdade de Ciências, câmpus de Bauru. O impresso foi lançado na Universidade Fernando Pessoa, no Porto, em Portugal.

“Tanto no Brasil como em outros países, os professores têm dificuldades em abordar temas da educação sexual, devido a valores morais e culturais, preconceitos e desinformação”, afirma Ribeiro, coordenador do Nusex. Para ele, uma legislação que determinasse como a educação sexual estaria inserida no ensino brasileiro ajudaria os educadores a estabelecerem uma abordagem adequada. “A formação deles é deficiente porque os cursos de licenciatura no país não são obrigados a oferecer disciplina voltada ao assunto.”

O Nusex realiza pesquisas que permitam estabelecer relações entre sexualidade e escola e que busquem contribuir para a organização e a sistematização da historiografia da educação sexual no Brasil. Os principais temas pesquisados pelo núcleo são: “Inclusão e sexualidade: análise de questões afetivo-sexuais em pessoas com deficiência física”; “Diversidade sexual na escola: reflexões sobre questões de gênero, sexismo e homofobia”; “Sexualidade e história: possibilidades de investigação conjunta entre Portugal e Brasil” e “Sexualidade e formação: reflexões sobre a repressão sexual hoje.”

Em seus dez anos, o núcleo já ofereceu vinte disciplinas, dentro do Programa de Pós-Graduação em Educação Escolar da FCLar. Foram geradas doze dissertações de mestrado, três teses de doutorado, uma tese de livre-docência, uma pesquisa de pós-doutorado e dez de Iniciação Científica.

O primeiro pós-doutorado realizado no núcleo foi concluído em outubro de 2009, pela professora Ana Cláudia. Ela desenvolveu o estudo “Inclusão e sexualidade: análise de questões afetivo-sexuais em pessoas com deficiência física”.

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